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HISTÓRIA
Guapimirim se emancipou do município de Magé em
plebiscito realizado no dia 25 de novembro de 1990, data festiva em que
o município comemora sua emancipação política.
A cidade encontra-se localizada num vale formado pela
base do Dedo de Deus – Serra dos Órgãos - e faz limite com os municípios de:
Teresópolis e Petrópolis (norte), Itaboraí e fundos da Baía de Guanabara
(sul), Cachoeiras de Macacu (leste) e Magé (oeste).
O nome Aguapeí-mirim teve sua origem em um
acampamento de índios que viviam em torno de uma nascente na região do
Vale das Pedrinhas. A tradução de Guapimirim quer dizer – Nascente
Pequena. O rio que deu nome ao município, era por onde as tropas passavam,
levando mercadorias para o sertão das Minas Gerais e, traziam de lá ouro
e pedras preciosas.
Os primeiros registros datam de
1674, e falam de um povoado às margens do rio Guapimirim, abençoado pela
Igreja de Nsa. D’Ajuda. No final do séc. XVIII surgiu o povoado de
Santana que ficava no caminho das tropas que ultrapassavam
a Serra levando-os pelas trilhas sertanejas para as Minas Gerais.Nessa
época eram comuns as pestes sucessivas, o cemitério de Santana foi
construído nesse período e, até hoje, serve à cidade.
Foi também nessa época que surgiu o povoado da
Barreira – a origem desse nome deve-se ao fato de ali ter sido
instituído o primeiro pedágio – onde está localizada a Igreja de Nsa. da
Conceição (1713) e a antiga sede da Fazenda Barreira que hoje, abriga o
Museu Von Martius, em homenagem a Frederik Von Martius, naturalista alemão que
estudou a flora e a fauna da região a convite de D. Pedro II. Na época
da Guerra do Paraguai, o imperador hospedou-se no local interessado em
avaliar as plantações da quina calisaia de onde se extrai o quinino,
medicamento que combate à malária, e seria utilizado pelo exército
brasileiro.
Em 1939 o então
presidente Getúlio Vargas criou o Parque Nacional da Serra dos Órgãos e
a Fazenda Barreira foi incorporada ao patrimônio ambiental da União.
As últimas décadas do séc. XIX foram marcadas pela
construção da Estrada de Ferro Teresópolis. Esta ferrovia marca o
momento de transformação da cidade para os tempos modernos. A população
em sua maioria era formada de lavradores e ferroviários. Com a
construção da rodovia BR 116 (1958), o transporte ferroviário entra em
decadência. O advento da rodovia facilitou o acesso a serra, e foi fator
preponderante na intensificação do processo de ocupação. A partir dessa
década surgem os condomínios com suas luxuosas casas de veraneio.
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